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Vacina da dengue reduz internações em 88%

Vacina da dengue reduziu em 88% o risco de internação em jovens de 10 a 14 anos. Saiba o que o estudo mostra sobre as duas doses da Qdenga para famílias.
Vacina da dengue reduz internações em 88%

Uma pesquisa de vida real trouxe um dado que merece a atenção de pais e responsáveis: a vacina da dengue diminuiu o risco de internações de jovens de 10 a 14 anos em 88%, após o esquema completo de duas doses. O resultado ajuda a traduzir, em uma informação prática para as famílias, por que completar o calendário vacinal faz diferença na prevenção das formas mais graves da doença.

O estudo, publicado na revista científica The Lancet, avaliou a efetividade da Qdenga em adolescentes do estado de São Paulo durante a circulação da dengue em 2024 e 2025. A análise envolveu 166.390 testes realizados nessa faixa etária e observou como a vacinação se comporta fora do ambiente controlado dos estudos clínicos.

Vacina da dengue reduz internações em 88% com duas doses

A efetividade contra hospitalização foi estimada em 74,6% após a primeira dose e chegou a 87,9% depois da segunda. Na prática, o número arredondado de 88% não quer dizer que a vacina elimine totalmente a possibilidade de dengue ou de internação. Ele mostra, porém, uma redução expressiva do risco entre os adolescentes que completaram o esquema, em comparação com quem não estava vacinado.

Também houve ganho de proteção contra os casos sintomáticos: a efetividade foi de 59,2% com uma dose e de 73,1% com as duas doses. São dados que reforçam um ponto essencial: a primeira aplicação já oferece benefício, mas a segunda consolida uma proteção maior, especialmente contra hospitalizações.

A Qdenga é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses. Quando a família recebe a orientação para voltar à clínica ou à unidade de saúde, vale programar esse retorno desde a primeira aplicação. Um lembrete no celular pode ajudar a não perder o prazo.

O que o estudo mostra sobre os sorotipos da dengue?

O vírus da dengue tem diferentes sorotipos. Em São Paulo, os sorotipos DENV-1 e DENV-2 predominaram em 2024, enquanto o DENV-3 passou a circular mais em 2025. Mesmo com essa mudança no cenário, a proteção observada no estudo não apresentou queda expressiva durante cerca de um ano de acompanhamento.

Essa é uma notícia encorajadora, mas precisa ser interpretada com equilíbrio. Os resultados se aplicam à população estudada – adolescentes de 10 a 14 anos no contexto epidemiológico analisado. Pesquisas em outras idades e por períodos mais longos continuam sendo necessárias para entender a efetividade diante de novas temporadas e da predominância de outros sorotipos.

Quem pode receber a vacina contra a dengue?

A Qdenga tem indicação aprovada para pessoas imunocompetentes de 4 a 60 anos, sempre após avaliação do histórico de saúde e das recomendações vigentes. Gestantes, pessoas que amamentam, imunodeprimidos e quem já teve reação alérgica grave a componentes da vacina devem receber orientação individualizada de um profissional de saúde antes de qualquer decisão.

Por ser uma vacina de vírus vivo atenuado, há cuidados específicos. A aplicação simultânea com outras vacinas pode ser possível em determinadas situações, mas o melhor é confirmar o calendário com uma equipe de vacinação qualificada, considerando a idade e as vacinas já recebidas.

Vacinação e prevenção caminham juntas

A vacinação é uma camada valiosa de proteção, mas não substitui as medidas de controle do mosquito. O Aedes aegypti pode se reproduzir em pequenos volumes de água parada, inclusive dentro de casa. Cuidar de ralos, vasos de plantas, recipientes descobertos, calhas, caixas-d’água e quintais é uma tarefa contínua de toda a comunidade.

Repelentes adequados para a idade, roupas que cubram braços e pernas em locais com muitos mosquitos, telas em portas e janelas e mosquiteiros também podem reduzir picadas. Em crianças e adolescentes, o uso do repelente deve seguir a faixa etária e as instruções descritas no rótulo.

Os efeitos adversos mais frequentes da Qdenga costumam incluir dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação, além de febre e mal-estar. Como em qualquer vacinação, a equipe deve orientar a família sobre os cuidados após a dose e sobre quando buscar atendimento se houver uma reação inesperada.

Proteger adolescentes da dengue não depende de uma medida isolada. Completar as duas doses quando indicadas, manter o ambiente livre de criadouros e contar com orientação segura formam uma rede de cuidado que acolhe toda a família. Na Imune 360, cada detalhe é pensado para orientar com clareza e cuidar de você em todos os ângulos.

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