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Cinco cânceres evitáveis com vacinas: quais são?

Cinco tipos de câncer podem ser evitados com vacinas. Entenda a relação do HPV e da hepatite B com tumores e a proteção para a família.
Cinco cânceres evitáveis com vacinas: quais são?

Ao proteger crianças, adolescentes e adultos contra infecções como HPV e hepatite B, a vacinação reduz riscos que podem se manifestar muitos anos depois.

Nem todo câncer tem uma causa evitável, mas alguns tumores estão ligados a infecções persistentes. Vírus e bactérias podem favorecer alterações nas células, provocar inflamação crônica ou comprometer mecanismos de defesa do organismo. Estima-se que esses agentes estejam associados a uma parcela relevante dos casos de câncer no mundo.

Cinco tipos de câncer podem ser evitados com vacinas

As vacinas disponíveis contra o HPV e o vírus da hepatite B ajudam a prevenir infecções que estão relacionadas ao desenvolvimento de tumores. É essencial compreender que a vacina previne a infecção ou reduz de forma significativa o risco associado a ela – não substitui consultas, exames preventivos nem a investigação de sintomas persistentes.

O HPV, ou papilomavírus humano, está diretamente ligado ao câncer do colo do útero e também pode estar associado a tumores de vulva, vagina, pênis, canal anal e orofaringe. Por isso, quando se fala em cinco cânceres preveníveis pela vacinação contra HPV, geralmente são destacados colo do útero, vulva, vagina, pênis e ânus. A relação com o câncer de orofaringe também merece atenção.

Já a hepatite B pode evoluir para uma infecção crônica, provocar lesões graves no fígado e aumentar o risco de carcinoma hepatocelular, o tipo mais comum de câncer primário do fígado. A vacina contra a hepatite B é, portanto, uma medida de proteção também para a saúde hepática ao longo da vida.

HPV: prevenção começa preferencialmente na adolescência

Existem mais de 200 tipos de HPV. Muitos não causam câncer, mas alguns são classificados como de alto risco. Os tipos 16 e 18, por exemplo, respondem por grande parte dos casos de câncer do colo do útero.

A vacina é mais eficaz quando aplicada antes do contato com o vírus, o que explica a prioridade para meninas e meninos a partir de 9 anos calendário vacinal.

Pessoas imunodeprimidas e outros grupos prioritários podem ter indicação de esquemas com mais doses. A recomendação deve ser confirmada com uma equipe de saúde, considerando idade, histórico vacinal e condições clínicas individuais.

A vacinação contra HPV não torna dispensável o rastreamento do câncer do colo do útero. O teste de DNA-HPV oncogênico vem sendo incorporado progressivamente à rede pública como método primário de rastreio, enquanto o exame citopatológico, conhecido como Papanicolau, segue presente durante a transição. A avaliação ginecológica continua indispensável para identificar alterações que precisem de acompanhamento.

Hepatite B: proteção para todas as fases da vida

A hepatite B pode ser transmitida pelo contato com sangue e outros fluidos corporais contaminados, inclusive em relações sexuais sem preservativo, no compartilhamento de objetos perfurantes ou cortantes e em procedimentos sem condições adequadas de segurança. Também pode ocorrer transmissão da mãe para o bebê no parto.

A primeira dose da vacina contra hepatite B é recomendada ao nascer, idealmente nas primeiras 12 horas de vida. Na infância, a proteção é complementada pelas doses previstas no calendário. Pessoas a partir de 7 anos que não completaram o esquema vacinal podem iniciar ou atualizar a vacinação. Em geral, não é necessário recomeçar todas as doses quando já existe registro de doses anteriores.

Ter a caderneta atualizada é uma forma simples de cuidar do presente e do futuro. Para adultos, vale conferir os registros antigos, especialmente quando há dúvida sobre o esquema completo.

Nem toda infecção associada ao câncer tem vacina

Além do HPV e das hepatites B e C, outros agentes infecciosos podem estar relacionados ao câncer, como o vírus Epstein-Barr e a bactéria Helicobacter pylori. Porém, não há vacinas de uso rotineiro disponíveis para prevenir todas essas infecções.

Esse ponto reforça a importância de combinar estratégias: vacinação, uso de preservativo, acompanhamento médico regular, rastreamentos recomendados para cada faixa etária e investigação de sintomas que não melhoram. Prevenção não é uma ação isolada, mas uma rede de cuidados construída com informação confiável e constância.

Na Imune 360, o cuidado com a vacinação é pensado de forma acolhedora, considerando cada etapa da vida e o histórico de cada família. Conferir a caderneta, tirar dúvidas com profissionais qualificados e manter o calendário em dia pode ser um gesto pequeno hoje, mas com impacto duradouro na saúde de quem você ama.

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